LIÇÃO 18
Bem na hora! As datas proféticas reveladas
Bem na hora! As datas proféticas reveladas
Aperte o cinto! Você está prestes a explorar a mais longa profecia de tempo da Bíblia — aquela que predisse com exatidão a primeira vinda de Jesus e o tempo de sua morte. Na Lição 16 você aprendeu que Deus tem uma mensagem extremamente importante que o mundo precisa ouvir antes do retorno de Cristo. A primeira parte convida as pessoas a adorar a Deus e a glorificá-lo, porque chegou a hora do seu juízo (Apocalipse 14:7). Em Daniel 8 e 9, Deus revelou a data em que seu juízo final começaria, bem como uma poderosa evidência profética de que Cristo é o Messias. Antes de começar, leia Daniel 8 e 9 e peça ao Espírito de Deus que o guie na compreensão dessa profecia extraordinária.

1. Em visão, Daniel viu um carneiro de dois chifres que investia para o oeste, o norte e o sul (Daniel 8:3,4). O que o carneiro simboliza?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 8:20.

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O carneiro simboliza o antigo reino da Medo-Pérsia, também representado pelo urso de Daniel 7:5. As profecias de Daniel e Apocalipse seguem o princípio de «repetir e ampliar»: repetem profecias anteriores e acrescentam detalhes, trazendo clareza e certeza.

2. Que animal impressionante Daniel viu em seguida?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 8:21,22.

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Um bode com um único chifre enorme, que se movia com grande velocidade. Atacou o carneiro e o venceu. Depois o grande chifre se quebrou e em seu lugar surgiram quatro chifres. O bode simboliza o terceiro reino, a Grécia, e o grande chifre simboliza Alexandre, o Grande. Os quatro chifres representam os quatro reinos em que o império de Alexandre foi dividido.

3. Segundo Daniel 8:8,9, em seguida surgiu o poder de um chifre pequeno. O que o chifre pequeno representa?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 8:9; 8:25; Daniel 2:34; Lucas 5:21; 1 Timóteo 2:5.

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O chifre pequeno representa Roma, tanto em sua forma pagã como papal. Pela regra de «repetir e ampliar», Roma é o poder que sucede à Grécia. O chifre pequeno segue a Grécia e finalmente é destruído de modo sobrenatural, sem mão humana, na segunda vinda (compare Daniel 8:25 com Daniel 2:34). A Roma pagã crucificou Cristo, e a Roma papal procurou substituir o ministério de Jesus, nosso Sumo Sacerdote no céu, por um sacerdócio terreno que pretende perdoar pecados, quando somente Deus pode perdoar pecados (Lucas 5:21), e Cristo é o nosso único mediador (1 Timóteo 2:5).

4. Diante da pergunta sobre quanto tempo o povo de Deus e o santuário celestial seriam pisados, qual foi a resposta do céu (Daniel 8:14)?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 8:14; Ezequiel 4:6; Números 14:34.

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O céu respondeu que o santuário do céu seria purificado após 2.300 dias proféticos, isto é, 2.300 anos literais (pelo princípio de um dia por ano — Ezequiel 4:6; Números 14:34). Assim como o santuário terreno era purificado no Dia da Expiação, depois de 2.300 anos Deus daria início ao Dia da Expiação celestial, ou juízo, quando o pecado e os pecadores impenitentes seriam identificados e mais tarde removidos do universo para sempre.

5. Que ponto urgente o anjo Gabriel enfatizou repetidamente?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 8:17,19,26.

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Gabriel afirmou que a visão dos 2.300 anos se refere a acontecimentos do tempo do fim, que começou em 1798 (como aprendemos na Lição 15). A profecia dos 2.300 anos é uma mensagem que se aplica sobretudo a todos nós, que vivemos no fim da história da terra.

6. Enquanto Daniel orava, quem o tocou e com que mensagem (Daniel 9:21–23)?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 9:21–23; 8:26.

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O anjo Gabriel o tocou e disse que havia vindo para explicar a parte restante da visão do capítulo 8 (compare Daniel 8:26 com Daniel 9:23). Daniel orava para que Deus o ajudasse a compreender a mensagem.

7. Quantos dos 2.300 anos foram determinados (separados) para o povo de Daniel, os judeus, e para a sua capital, Jerusalém (Daniel 9:24)?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 9:24.

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Setenta semanas foram determinadas para os judeus. Essas 70 semanas proféticas equivalem a 490 anos literais (70 × 7 = 490). Deus separou 490 dos 2.300 anos para o seu povo escolhido, como mais uma oportunidade de se arrepender e servi-lo.

8. Que acontecimento e que data deviam marcar o ponto de partida das profecias dos 2.300 e dos 490 anos (Daniel 9:25)?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 9:25.

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O acontecimento inicial foi um decreto do rei persa Artaxerxes que autorizava o povo de Deus a voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade. O decreto, que se encontra no capítulo 7 de Esdras, foi emitido em 457 a. C. (o sétimo ano do rei) e entrou em vigor no outono.

9. O anjo disse que 69 semanas proféticas, ou 483 anos literais (69 × 7 = 483), somados a 457 a. C., alcançariam o Messias (Daniel 9:25). Foi assim?

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Sim! Contando 483 anos a partir do outono de 457 a. C. chega-se ao outono de 27 d. C. (não existe o ano 0). A palavra «Messias» significa ungido (João 1:41). Jesus foi ungido com o Espírito Santo (Atos 10:38) no seu batismo (Lucas 3:21,22), no décimo quinto ano do reinado de Tibério César (Lucas 3:1), isto é, em 27 d. C. Depois Jesus começou a pregar que o tempo profético se havia cumprido (Marcos 1:14,15; Gálatas 4:4), confirmando a profecia. Isso prova que a Bíblia é inspirada, que Jesus é o Messias e que todas as demais datas da profecia são válidas.

10. Resta uma semana profética: sete anos literais (Daniel 9:26,27). O que acontece a seguir e quando?

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Jesus foi tirado da terra — crucificado — no meio da semana, isto é, três anos e meio após a sua unção, na primavera de 31 d. C. Em Daniel 9:26 revela-se o evangelho: o Messias seria tirado da terra, mas não por culpa sua. Aquele que não cometeu pecado (1 Pedro 2:22) foi crucificado pelos nossos pecados (1 Coríntios 15:3; Isaías 53:5). Jesus deu com amor a sua vida para nos salvar.

11. Visto que Jesus morreu após três anos e meio, como pôde confirmar a aliança com muitos durante os sete anos (Daniel 9:27)?

Leia o que a Bíblia diz: Hebreus 10:16,17; 2:3; Mateus 10:5,6.

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A aliança é o seu bendito acordo de salvar as pessoas dos seus pecados (Hebreus 10:16,17). Depois que o seu ministério de três anos e meio terminou, Jesus confirmou a aliança por meio dos seus discípulos (Hebreus 2:3). Ele os enviou primeiro à nação judaica (Mateus 10:5,6), porque ao seu povo escolhido ainda restavam três anos e meio da sua oportunidade de 490 anos para se arrepender como nação.

12. Quando o período de 490 anos terminou no outono de 34 d. C., o que fizeram os discípulos?

Leia o que a Bíblia diz: Atos 13:46; Gálatas 3:27–29; Romanos 2:28,29.

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Começaram a pregar o evangelho às demais nações do mundo (Atos 13:46). O justo diácono Estêvão foi apedrejado publicamente no ano 34. A partir de então, os judeus, tendo rejeitado coletivamente Jesus, deixaram de ser a nação escolhida de Deus. Agora Deus considera como seu povo escolhido as pessoas de todas as nacionalidades que o aceitam e o servem: judeus espirituais (Gálatas 3:27–29; Romanos 2:28,29).

13. Depois de 34 d. C., quantos anos da profecia dos 2.300 restavam? Qual é a data final? O que o anjo disse que aconteceria (Daniel 8:14)?

Leia o que a Bíblia diz: Daniel 8:14; Apocalipse 14:6,7; Gênesis 6:3.

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Restavam 1.810 anos (2.300 − 490 = 1.810). A data final é 1844 (34 + 1.810 = 1844). O anjo disse que o santuário celestial seria purificado, isto é, começaria o juízo celestial. Assim como nos dias de Noé Deus disse que o dilúvio viria em 120 anos (Gênesis 6:3) e aconteceu, assim o juízo do tempo do fim de Deus começou em 1844. O povo de Deus do tempo do fim deve anunciá-lo (Apocalipse 14:6,7).

14. Por que alguns intérpretes separam a última semana (sete anos) dos 490 anos e a aplicam à obra do anticristo no fim da história da terra?

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Não há fundamento algum para inserir um intervalo entre os anos da profecia de 490 anos: ela é contínua. Nunca nas Escrituras uma quantidade de unidades de tempo é outra coisa senão contínua. O ano 27 d. C. foi o início dos últimos sete anos, o que Jesus enfatizou ao declarar que o tempo profético se havia cumprido (Marcos 1:15). Em sua morte, na primavera de 31 d. C., Jesus proclamou que a obra estava consumada (João 19:30), cumprindo as predições de Daniel 9. Não há razão bíblica para separar os últimos sete anos; a teoria do intervalo desvia as pessoas.

15. O sacrifício expiatório de Jesus foi feito por você. Você o convidará a entrar em sua vida para limpá-lo do pecado e fazê-lo uma nova pessoa?

Escreva aqui a sua resposta e as suas reflexões.

Suas perguntas, respondidas

1. O poder de um chifre pequeno aparece tanto em Daniel 7 como em Daniel 8. São o mesmo poder?

O chifre pequeno de Daniel 7 simboliza o papado. O chifre pequeno de Daniel 8 simboliza tanto a Roma pagã como a papal.

2. Os 2.300 dias de Daniel 8:14, em tradução literal do hebraico, leem-se como 2.300 tardes e manhãs. Isso significa 1.150 dias?

Não. A Bíblia mostra em Gênesis 1:5,8,13,19,23,31 que uma tarde e uma manhã equivalem a um dia. Além disso, não houve na história nenhum acontecimento ao fim de 1.150 dias que cumprisse esta profecia.

3. Que papel a escolha desempenha na vida do cristão?

Nossa escolha desempenha um papel principal. O caminho de Deus sempre foi a liberdade de escolher (Josué 24:15). Embora deseje salvar a todos (1 Timóteo 2:3,4), Ele permite a livre escolha (Deuteronômio 30:19). A justiça não é um estado programado que leva uma pessoa ao céu independentemente de como ela viva. Jesus lhe pede que O escolha (Mateus 11:28–30) e que reafirme essa escolha diariamente (Josué 24:15).

4. Muitos creem que o rei selêucida Antíoco Epifânio é o chifre pequeno de Daniel 8. Como podemos ter certeza de que não é assim?

Antíoco não chegou a ser «sumamente grande», como a profecia exige (Daniel 8:9). Não reinou no fim, mas perto do meio do reino selêucida (Daniel 8:23). Morreu em 164 a. C., ao passo que o chifre pequeno existe no tempo do fim (Daniel 8:17,19). Cristo aplicou a abominação desoladora não a Antíoco, mas à destruição romana de Jerusalém no ano 70 d. C. (Daniel 9:26).

5. O que significa a palavra «expiação» (at-one-ment)?

A palavra inglesa «atonement» significava originalmente «at-one-ment», isto é, um estado de unidade e acordo. Denota harmonia de relacionamento. Lúcifer desafiou a Deus, e o pecado rompeu essa harmonia (Isaías 53:6). Jesus aceitou dar a sua vida para pagar o pecado de todos (1 Coríntios 5:7), para isolar e destruir o pecado e para restaurar tudo à condição anterior ao pecado, criando novos céus e nova terra onde o pecado jamais tornará a surgir (Naum 1:9; 2 Pedro 3:13).

Verifique o que aprendeu

Marque as opções corretas.

1. O carneiro de Daniel 8 simboliza:
2. O que representa o bode de Daniel 8?
3. O poder do chifre pequeno de Daniel 8 representa:
4. O Dia da Expiação no antigo Israel era um dia de juízo.
5. Quanto dos 2.300 anos foi separado para os judeus?
6. Na profecia bíblica, um dia profético equivale a um ano literal.
7. A profecia dos 2.300 anos predisse (500 anos antes) que o Messias apareceria em 27 d. C. Ele apareceu bem na hora. Isso prova que:
8. Quando os 490 anos atribuídos à nação judaica terminaram em 34 d. C., o que fizeram os discípulos?
9. Segundo a profecia dos 2.300 anos, o que aconteceu em 1844?
10. Não há razão bíblica para separar a última semana —sete anos— dos 490 anos e aplicá-la à obra do anticristo.
11. Em 34 d. C.:
12. O período dos 2.300 dias começou em:
13. As profecias de Daniel e Apocalipse se aplicam sobretudo a nós e ao nosso tempo.
14. Aceitei o sacrifício expiatório de Cristo para a minha vida e O convidei a me limpar do pecado.
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